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A vinda do Messias e a primeira vez
Alguns dias estava me ponderando sobre coisas que minha mãe fala sobre a vinda do Messias. Ou, para os ateus, a volta de quem nunca foi: Jesus. É incrível como religiosos vêem esse dia como um maravilhoso momento onde virá um ser divino e levará todas as almas boas para viverem o resto da vida puxando o saco de Deus, mas mesmo assim muitos o temem.
Esse dia poderia até ser maravilhoso, não fosse o fato de que isso é algo contado baseando-se numa história criada há milênios e que, ao passar do tempo, foi sendo modificada a bel prazer dos superiores religiosos. Essa angústia, me faz imaginar que, se porventura, um dia esse cara voltar, acabará sendo um miserável #fail para seus seguidores.
Digo isso porque refleti sobre a atitude de muitos deles casarem virgem. Ou seja, eles irão conhecer a sensação de uma primeira penetração imaginando como se fosse a melhor coisa do mundo, com a melhor pessoa do mundo. Mas sabemos que não será.
A primeira penetração é sempre a pior, primeiro pela falta de experiência de ambos e segundo porque existe um hímen no meio do caminho e ele se rompe (a menos que seja complacente). Como a cultura deles não permite que esses tipos de coisas sejam facilmente discutíveis, eles acabam chegando no bem bom com medo de não saber fazer.
Ou seja, chegamos a seguinte conclusão: Eles esperam ter o melhor momento, mas ao mesmo tempo têm medo também. Perceberam como as duas coisas recebem exatamente os mesmo sentimento para um religioso?
É engraçado ver tais atitudes, e a forma como eles evitam falar de tais assuntos. Por mais que eles queiram muito ir para o céu, eles têm medo de não serem bons o suficiente para isso. Assim como eles querem muito dar uma metida (afinal de contas, independente da cultura, os hormônios existem. E FUNCIONAM!), eles têm medo de não serem bons o suficiente para tal momento.
O que me faz perguntar por que eles continuam tendo esse mix de sensações, sem ter a necessidade? Por que um dogma priva tanto as pessoas de se questionarem, que as torna ao mesmo tempo tão esperançosas e tão ignorantes, a ponto de não saber que nem sempre uma mulher sangra na sua primeira vez?
Talvez, se elas se perguntassem mais, menos ligadas a religião estariam, por isso são incentivadas a aceitarem apenas o que lhes é passado através de um livro, ou das palavras de um líder. Medo de algo que não existe?
Me lembra quando tinha 11 anos e minha mãe me encontrou brincando com meu “brinquedo”, no que ela me disse que se continuasse com aquilo, o “bicho-papão” viria me pegar. Sinceramente? Naquela época eu tive medo, mas hoje não. Portanto, amigos religiosos, não tenham medo. Sintam-se livre para se questionar, e descobrirão que existe muito mais do que apenas um livro para se ler. Pense nisso.
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Leitura Fria – Ela funciona
Postado por Naftali em Cultura, Experiências em April 13th, 2009
Muitos devem, assim como eu, ter nascido e criado em uma família com raízes religiosas. Muitos continuam pela simples facilidade que é ter uma resposta para tudo, outros apenas pela inércia (quando uma pessoa vai porque os pais vão, ou amigos). Eu nasci em uma família cuja mãe era (reparem que o verbo está no passado, agora é evangélica) católica e o pai ateu. Meu pai não dizia isso inicialmente, talvez por não querer estragar a brincadeira, mas minha mãe insistia para que eu acreditasse em amigos imaginários.
Os anos foram passando, não fiz catequese – apesar da grande pressão: “Você não vai poder casar se não fizer!”. Tá, e daí? -, muito menos crisma e, conseqüentemente (Sim, com trema. Quero que se dane a nova ortografia), não fiz a primeira comunhão, que é quando você se arrepende de seus pecados mundanos e aceita seguir a religião seriamente – sei que isso parece muito com o batismo, mas na católica você é batizado quando ainda nem tem menos de 1 ano de idade. Que tipo de pecado você pode ter com essa idade?
Eu, como não fiz todos os passos citados acima, não posso ser considerado católico, apesar de ter sido batizado. Por esse motivo, quando ia à missa (muito raramente), não podia pegar a hóstia. Que triste, não podia comer um pseudo-pão e tomar um pseudo-vinho – É, o vinho ficou caro e até os católicos tiveram que apelar para o suco de uva. Não participei dessas etapas simplesmente porque não quis. Preferia jogar Tomb Raider até as 3 da madruga do que acordar as 6 e ir à catequese… Boring…
Nem por isso eu deixei de ter os medos infantis da religião, ainda mais com uma mãe que fica botando mais medo ainda. Até porque, esse é o principal motivo para se seguir uma religião: Medo. Principalmente o medo da morte, todo o resto é supérfluo.
Mas o tempo foi passando e eu fui ficando cada vez mais “chato” para isso. Simplesmente não gostava. Me irritava ir à igreja por qualquer que fosse o motivo, seja para um casamento, para uma missa especial, porque familiares vão, ou simplesmente porque a ex-namorada ia. Fiquei tão irritado que comecei a pesquisar sobre o assunto e ver todas as cagadas por trás desse mundo de falácias e parábolas.
Nessa época eu me considerava “espiritual, mas não religioso” (era a opção mais cabível do Orkut naquela época). Até porque eu queria acreditar, por mais que tudo parecesse uma babozeira, eu tinha medo. Eu não gostava da religião, mas achava que deveria existir algo. Porém, mesmo nessa época de “por cima do muro”, eu não deixei de ler a respeito, participar de discussões e tirar minha própria conclusão, que se firmaria claramente depois: Ateu (ponto).
Porém, mesmo sendo Ateu, existia algo que eu ainda queria acreditar, ou simplesmente me deixava levar pela onda. Era a Astrologia. Mas, lendo um dos meus blogs favoritos, o Nebulosa Nerd’s Bar, comecei a me questionar também. O Cafetron (editor do blog), resolveu duvidar dessa pseudo-ciência (porque de científico só tem o nome mesmo) e eu acompanhei esse momento através desse incrível texto, escrito pelo próprio (em pdf). Recomendo a todos.
Bom, continuando seus estudos, o Cafetron resolveu aplicar uma das técnicas bastante utilizadas por astrólogos, padres, pastores, charlatões e seu amigo (ou amiga) que possui aquele ombro amigo e te ajuda com conselhos que ninguém mais consegue. Se chama Cold Reading ou Leitura Fria. Se quiser ver a aplicação dele, pode ver nesse post.
Não contente com a facilidade de se aplicar tal técnica, tive que tentar por mim mesmo. Afinal, só acredito vendo. Então aproveitei um dia em que estava com meu ICQ logado (sim, eu tenho ICQ, e daí?) e uma pessoa que havia me adicionado há alguns dias, me chamou para conversar. Ao contrário do estudo de caso do Cafetron, nesse caso eu já sabia o sexo da pessoa, o que facilita a aplicação (mulheres são presas fáceis por serem mais emotivas). Quando fui chamado, pensei comigo mesmo: “Agora é a hora, vamos ver se o troço funciona…”. E comecei:
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